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Publicado 2012/07/17 por Bibi

Hoje a Nina completa uma semana de vida!

E o dia do nascimento dela foi assim:

Era 10/07. Um dia de consultas e exames. Últimas consultas antes do parto, que estava marcado para 13/07.

Pela manhã, consulta com a obstetra. Tudo tranquilo. Pressão 12 por 7, batimentos fetais ok, colo do útero fechado, Nina sentada. Últimas orientações para a cesárea, na sexta-feira.

Após a consulta, fomos para o hospital onde fazia as consultas e exames para controle da diabetes gestacional. Marido estava junto.

Fiz um US antes do almoço. Tudo ótimo. Nina com aproximadamente 3500 gramas, movimentos fetais normais, batimentos cardíacos normais. Tudo certo.

Almoçamos e fomos para o CO para fazer o MAP. Minha pressão estava 16 por 9. Então a enfermeira mediu mais uma vez. Ficou em 14 por 9. Esperou mais um pouco, mediu novamente e baixou para 12 por 8. O MAP foi realizado. Deu tudo normal.

Seguimos para a última consulta, com a médica que controlava o diabetes gestacional. Levamos o US e o MAP. Novamente a assistente dela mediu minha pressão: 14 por 8. Ela não gostou nada e eu ainda relatei que ao fazer o MAP estava 16 por 9, inicialmente.

Com isso, ela pediu para abrir minha internação novamente (tinha feito internação para realizar o MAP) para realizar exames de sangue e urina para verificar pré-eclâmpsia. Isso eram 15 horas, aproximadamente.  E ainda me pediu para não colocar nada na boca a partir daquele horário (jejum em caso de cesárea de urgência).

Voltamos para o CO, colheram sangue, urina, mediram a pressão: 14 por 9.  Às 17 horas, enquanto eu estava deitada, esperando o resultado dos exames, mediram novamente e estava 16 por 9. E os exames nada de ficarem prontos. Me deram um comprimido para baixar a pressão e uma hora depois foram medir: 14 por 9. Nada de baixar.

Mas eu não sentia nada: dor de cabeça, náusea, vômitos… nem inchada eu estava. Aí, os exames ficaram prontos. Não tinha indícios de pré-eclâmpsia. Os exames de urina e sangue deram todos bons… era só a pressão mesmo teimando em não estabilizar.

Já havia feito todos os exames para verificar tendência a pressão alta e não tinha dado nada. Acho que foi uma situação pontual mesmo, porque ninguém soube explicar o motivo de estar alta.

Enquanto isso tudo acontecia, o médico que me acompanhava no CO estava em contato com a minha obstetra (a da primeira consulta, no início da manhã). Detalhe: se tivesse que ocorrer uma cesárea, eu teria que ir para outro hospital.

Nisso, já haviam me perguntado o horário da minha última refeição, se eu havia tomado água… e eu deduzi: é hoje!

Exatamente as 19:40 o médico chegou no quarto e falou: “a Dra. Ana conseguiu marcar uma cesárea de emergência as 21 horas no Hospital Moinhos de Vento (nós estávamos no Mãe de Deus). Dirijam-se até lá com urgência.

Nos olhamos, incrédulos. Não tínhamos nada. Nada de roupa, as malas, câmera… só a bolsa, a carteira e a pasta de exames.

Saímos correndo de lá e liguei para a Dra. Ana perguntando se podíamos passar em casa para pegar as malas… ela disse que sim, mas também sem muita noção de horário…

Foi uma correria. Tínhamos que atravessar a cidade, pegar as malas e demais coisas que lembramos na hora e voltar para o outro hospital.

Marido ligou o alerta e viemos até pelos corredores de ônnibus… chegamso em casa, pegamos tudo correndo e saímos. Chegamos na maternidade as 20:40. A Dra. Ana me ligando, perguntando onde eu estava (eu tinha que chegar uma hora antes)… Nos identificamos e fomos direto para o CO e enquanto marido fazia meu cadastro, eu entrava no CO para ser preparada. Sem banho e com uma depilação meia boca (mas segundo a enfermeira, estava ótima para a cesárea!).

Entrei no CO aproximadamente as 21 horas e as 21:15 eu já estava anestesiada, marido entrando na sala de parto (ele disse que eu já estava cortada) com a câmera pendurada no pescoço, feliz da vida… e eu tremendo que nem vara verde.

Não sei dizer direito o que passava pela minha cabeça. Acho que nada e tudo ao mesmo tempo. Não sabia se ria ou se chorava. Foi tudo muito rápido. Tinha medo de a anestesia não pegar, de sentir algo.

O anestesista só perguntou: “está sentindo as pernas?” e eu disse que sim. Ele mandou mexer… eu não consegui. Estava, sim, anestesiada.

Enquanto as médicas conversavam e me operavam, eu estava só ouvindo, chorando, com muito medo de tudo e de nada. Não havia motivo para medo e sim para alegrias.

Me sacudiram de um lado para o outro, minha barriga se mexia… isso dava para notar… e eu fazia cara feia. O anestesista me perguntava se eu estava sentindo dor. Claro que não estava… era pavor!

E aí, quando menos esperávamos, o choro! O choro mais lindo que já ouvi. Às 21:48 do dia 10 de julho de 2012.

Levaram ela. Marido saiu correndo atrás dela e da pediatra. E eu ali, deitada, só ouvindo o chorinho dela ali perto. E chorando! E ouvindo! E chorando mais ainda!

Aqueles minutos pareciam uma eternidade! Mas logo vieram Marido e pediatra com a nossa princesa. Nossa, quando vi ela pela primeira vez, não acreditei que tinha parido uma coisinha tão linda e fofa. Marido disse: “Olha que linda que é nossa filhotinha!”.

Linda era apelido. Ela era maravilhosa. É!

A pediatra colocou-a perto de mim. Eu beijei, cheirei aquele serzinho tão lindo. Tão indefeso. E tiramos fotos. E eu chorando!

Então, levaram-na para os procedimentos normais. Papai sempre acompanhando tudo. E eu fiquei ali, sendo costurada.

Quando tudo terminou, fomos para a sala de recuperação. Nós 3. E ficamos lá umas 4 horas. Lá eu já dei o peito e ela ficou ao meu lado o tempo todo.

Fomos para o quarto. Os 3. E desde então não nos desgrudamos mais.

Somos agora uma família, onde 1 + 1 = 3!

Beijos!!